O CONTRATO DO GOOGLE
Era uma vez um sujeito que conseguiu uma boa
oportunidade: fora chamado para prestar serviços numa emissora de rádio. Feliz
com a chance, procurou o Dr. JASAF para uma assessoria jurídica. Queria um
contrato redondinho, coisa profissional. O Doutor, experiente e metódico,
analisou a situação, preparou a minuta, precificou o trabalho e apresentou o
valor da consultoria.
O cliente olhou o preço, torceu o nariz e disse com
aquele ar de quem acha que advogado é só enfeite:
— "É só um contratinho, Dr., eu mesmo faço
isso aí..."
Virou as costas e foi pro Google.
Baixou um modelo qualquer, desses bem genéricos,
trocou o nome da empresa, copiou e colou uns termos que soavam bonitos, e
mandou direto para emissora, achando que tinha feito um golaço. A rádio, como é
de praxe, repassou o documento ao setor jurídico interno. O jurídico leu, riu,
ajustou o texto conforme os interesses da emissora e devolveu. O cliente,
afoito, assinou sem sequer reler.
Passou um mês. Nada de pagamento na conta.
Mais cinco dias. O cliente resolve ligar:
— "Oi, tudo bem? O pagamento ainda não
caiu, aconteceu algum problema?"
A atendente, com voz tranquila, respondeu:
— "Não, tá tudo certo, está dentro do
combinado."
— "Combinado? Que combinado?!" —
estranhou ele.
— "Está no contrato, você não viu? O
jurídico daqui incluiu um período de experiência de dois meses, só depois
começa o pagamento. Seu advogado não viu isso?"
Silêncio.
E ali caiu a ficha.
Moral da história:
Quem acha caro pagar por conhecimento,
invariavelmente paga mais caro pela ignorância. Contrato não é receita de bolo
de internet. E Google não substitui um advogado com experiência.
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