sexta-feira, abril 11, 2025

O CONTRATO DO GOOGLE

 

O CONTRATO DO GOOGLE

Era uma vez um sujeito que conseguiu uma boa oportunidade: fora chamado para prestar serviços numa emissora de rádio. Feliz com a chance, procurou o Dr. JASAF para uma assessoria jurídica. Queria um contrato redondinho, coisa profissional. O Doutor, experiente e metódico, analisou a situação, preparou a minuta, precificou o trabalho e apresentou o valor da consultoria.

O cliente olhou o preço, torceu o nariz e disse com aquele ar de quem acha que advogado é só enfeite:

"É só um contratinho, Dr., eu mesmo faço isso aí..."

Virou as costas e foi pro Google.

Baixou um modelo qualquer, desses bem genéricos, trocou o nome da empresa, copiou e colou uns termos que soavam bonitos, e mandou direto para emissora, achando que tinha feito um golaço. A rádio, como é de praxe, repassou o documento ao setor jurídico interno. O jurídico leu, riu, ajustou o texto conforme os interesses da emissora e devolveu. O cliente, afoito, assinou sem sequer reler.

Passou um mês. Nada de pagamento na conta.

Mais cinco dias. O cliente resolve ligar:

"Oi, tudo bem? O pagamento ainda não caiu, aconteceu algum problema?"

A atendente, com voz tranquila, respondeu:

"Não, tá tudo certo, está dentro do combinado."

"Combinado? Que combinado?!" — estranhou ele.

"Está no contrato, você não viu? O jurídico daqui incluiu um período de experiência de dois meses, só depois começa o pagamento. Seu advogado não viu isso?"

Silêncio.

E ali caiu a ficha.


Moral da história:

Quem acha caro pagar por conhecimento, invariavelmente paga mais caro pela ignorância. Contrato não é receita de bolo de internet. E Google não substitui um advogado com experiência.

MAIS UM DIVÓRCIO QUE DR. JASAF IMPEDIU

 

                              João do Caminhão, homem bruto da boleia e de coração mais mole que pudim de leite, chegou bufando ao escritório do Dr. JASAF. Sentou-se, tirou o boné e disse sem rodeios:

 

— “Doutor, vim aqui pra me divorciar. Tô decidido. A minha mulher me enganou!”

Dr. JASAF, já acostumado com dramas conjugais mais acalorados que novela mexicana, cruzou as mãos sobre a mesa e foi direto:

 

— “De acordo com a sua vontade, o senhor quer divorciar-se da sua mulher porque ela o enganou. É isso?”

 

João assentiu com a cabeça, o rosto meio vermelho:

 

— “É sim, senhor doutor. Ela mesma me confessou que amava outro.”

 

Dr. JASAF levantou a sobrancelha, fez uma pausa estratégica e, com aquela lógica afiada que só o sertão é capaz de parir, disse:

 

— “Mas então... se ela confessou, disse-lhe a verdade. Logo, não o enganou.”

João ficou calado. O cérebro dele patinou por um segundo como caminhão sem tração no barro. Coçou a cabeça, pensou e murmurou:

 

— “Uai... é mesmo...”

 

Saiu dali pensativo, com o divórcio adiado e a cabeça cheia de perguntas existenciais. E Dr. JASAF? Risos contidos, mais um casamento salvo pela astúcia jurídica.

terça-feira, abril 08, 2025

O dia em que o Dr. JASAF desfez um divórcio com uma só frase

 Causo de Fórum:


Era uma manhã abafada no Fórum de Brasília de Minas. A audiência era de divórcio litigioso.

De um lado, Maria das Dores, raivosa, braço cruzado e cara fechada.

Do outro, Zé Aparecido, pescador aposentado, calado, bigode tremendo.

O casamento já ia pra vinte e cinco anos. Desses, os últimos dois só de briga, segundo os autos. Motivo: ciúmes, desconfiança, e uma discussão sobre o celular que ele deixou trancado com senha.

Chamaram o Dr. JASAF para defender a mulher. Ela queria casa, pensão, e até que o cachorro ficasse com ela. O marido estava com um defensor nomeado, daqueles novos, engomadinhos.

Antes da audiência começar, a conciliadora tentou apaziguar:

— “Será que não querem conversar, antes da audiência?”

Maria das Dores respondeu:

— “Eu só falo com ele na frente do juiz. E com o advogado do meu lado.”

Zé Aparecido, nervoso, falou:

— “Eu só quero que ela me deixe em paz. Pode ficar com o cachorro.”

Começou o bate-boca. JASAF pediu a palavra, levantou-se com calma, ajeitou o paletó, olhou pros dois e disse:

— “Maria, me diga uma coisa… depois de vinte e cinco anos com esse homem, você quer mesmo começar do zero, aguentar outro roncando, ensinando onde fica o sal na cozinha? E você, Zé, acha mesmo que vai achar outra que te ature pescando, roncando, e jogando truco com os mesmos amigos de sempre?”

Silêncio.

A juíza sorriu. O escrevente até parou de digitar.

Maria das Dores abaixou os olhos. Zé coçou a cabeça.

E o golpe final:

 “Vocês não precisam se separar, precisam é se escutar. Vocês estão brigando com saudade, não com raiva.”

Cinco minutos depois, Maria já tinha tirado a mão do braço. Zé passou a mão nas costas dela. O advogado do réu já tava guardando os papéis.

Saíram do fórum de mãos dadas, e no corredor ela falou:

— “Vamos almoçar lá em casa. Mas me dá a senha do celular.”

E ele:

— “É seu aniversário, mulher. Sempre foi.

Moral do causo:

O Direito resolve processos. Mas às vezes, o advogado bom mesmo resolve é coração ferido.

PROFISSÕES EM EXTINÇÃO NO DIREITO: O QUE A TRADIÇÃO NOS ENSINA SOBRE O FUTURO

 

Autor: Dr. JASAF - Advogado, especialista em Direito Cível, Trabalhista e Criminal

 

 Apresentação

 

Este artigo é uma reflexão profunda, tradicional e analítica sobre o desaparecimento de profissões históricas no âmbito jurídico. Em tempos de automação, digitalização e inteligência artificial, é fundamental entender o que estamos perdendo para não abrir mão da alma do Direito.

 

                                     Introdução: O Direito em Mutacão

 

                              O Direito está mudando. E com ele, silenciosamente, desaparecem ofícios que sustentaram o funcionamento da Justiça por gerações. Neste primeiro capítulo, apresentamos o panorama geral e iniciamos a série.

 

                              O Direito, embora ancorado em fundamentos milenares e estruturado sobre os pilares da tradição, não está imune às transformações que assolam a sociedade contemporânea. O que antes era ofício, hoje se vê reduzido a linha de código. O que era profissão respeitada, hoje se torna função descartável diante do avanço digital e da frieza algorítmica.

 

                              Nos últimos 30 anos, assistimos à gradual e silenciosa extinção de diversas profissões jurídicas – algumas essenciais na construção do sistema de justiça brasileiro. Não falamos aqui apenas da substituição de tarefas, mas da morte simbólica de ofícios que sustentavam a alma processual: escrivães, oficiais de justiça diligentes, contadores judiciais minuciosos, peritos detalhistas, advogados despachantes, copiadores de petições, datilógrafos forenses. Onde estão?

 

                              A modernização, impulsionada por sistemas como o PJe, e-SAJ, e pelos tribunais 100% digitais, levou à redução do contato humano, da análise intuitiva e do juízo de valor construído pela experiência de campo. Em nome da celeridade, perdemos, por vezes, a essência.

 

                              Este artigo é o primeiro de uma série dedicada a resgatar a memória dessas profissões extintas ou em risco dentro do mundo jurídico. Vamos abordar, com olhar crítico e tradicional, as funções que estão desaparecendo dos corredores do fórum, mas que deixaram um legado que merece ser reconhecido, preservado e talvez, reinventado.

 

Porque nem tudo que é antigo deve ser descartado. E nem toda inovação traz justiça.

 

PROFISSÕES QUE ESTÃO SUMINDO DOS FÓRUNS

 

 

O Escrivão: De Senhor do Processo ao Fantasma Digital

 

                              Figura central do processo, o escrivão era o garantidor formal da legalidade dos atos. Com a informatização, perdeu protagonismo e identidade funcional. Tornou-se operador de sistema.

 

                              Durante séculos, a figura do escrivão judicial ocupou posição central e quase soberana na engrenagem processual. Era ele o “senhor do processo”, guardião das peças, mestre dos prazos, e comandante dos ritos cartorários. Nenhuma petição ingressava sem sua chancela; nenhum ato se concretizava sem sua lavratura.

 

                              Era ele quem “dava vida” aos autos, redigia termos, conferia prazos, rubricava atos e, sobretudo, garantia a ordem formal da justiça escrita.

 

                              O prestígio era tanto que muitos juízes temiam o escrivão mais experiente, cuja memória dos autos e dos segredos do cartório superava qualquer sistema. Na prática, era um “guardião do processo”.

 

                              Com o advento do processo eletrônico (PJe, e-SAJ, Projudi), o papel do escrivão foi reduzido a um operador técnico de sistemas, muitas vezes substituído por estagiários ou chefes de cartório. A autoridade simbólica da caneta azul foi substituída por um login e senha.

 

                              A informatização dos atos processuais, se por um lado garante celeridade, por outro elimina o controle humano sensível das fases processuais.

 

                              A morte simbólica do escrivão tradicional representa a perda de um ofício de responsabilidade e honra. Hoje, o processo caminha sozinho, mas frio, despersonalizado.

 

 

O Contador Judicial e os Peritos: O Número Substituído pelo Robô

 

                               Essenciais para liquidações de sentença e interpretação de fatos complexos, estão sendo substituídos por IA e cálculos automatizados. A precisão perdeu para a padronização.

 

                              O contador judicial, figura vital nas execuções e liquidações, era o responsável por traduzir a sentença em valores reais. Cálculos de juros, correção monetária, índices e até mesmo revisões complexas em direito previdenciário ou trabalhista dependiam de sua caneta técnica.

 

                              Com o surgimento de softwares como o Cálculo Jurídico, JusPrev, ProCalc, Excel Jurídico, e até decisões com liquidação automática via IA, esse profissional foi perdendo espaço.

 

                              O mesmo ocorre com muitos peritos judiciais – engenheiros, agrimensores, contadores – que antes percorriam o campo, examinavam, mediam, laçavam a realidade com a mão. Hoje, muitos laudos são produzidos por IA com base em bancos de dados públicos.

 

 

O Advogado Correspondente e o Fim do Despachante Jurídico

 

                              A figura do advogado itinerante e do despachante forense ruiu com o processo virtual. A presença no fórum deu lugar ao envio de PDFs e petições via sistema.

 

                              A interação humana perdeu espaço.

 

                              O advogado correspondente já foi indispensável para sustentar estruturas de escritórios em outras comarcas: audiências, protocolos físicos, carga rápida, entrega de memoriais.

 

                              Após 2020, a virtualização imposta pela pandemia consolidou um novo cenário: audiências virtuais, peticionamento eletrônico universal e acesso remoto a quase todos os atos.

 

                              O despachante jurídico, figura histórica dos corredores do fórum, com sua maleta cheia de papéis e sua arte de convencimento, praticamente desapareceu. Os juízes não mais recebem presencialmente. Os memoriais viraram PDFs sem alma.

 

                              A frieza digital impôs limites à advocacia artesanal. Restam os que dominam a arte da retórica escrita, da persuasão documentada.

 

O Oficial de Justiça: Entre a Botina e o Bit

 

                              O elo entre a Justiça e o mundo real. Com a substituição por citações digitais, essa figura começa a desaparecer, levando com ela a compreensão empírica da lide.

 

                              Poucas figuras evocam tanta tradição quanto o oficial de justiça. De terno puído ou botina firme, com pastinha de papel, enfrentava porteiros, atravessava matas, subia escadarias — era o “braço do juiz”.

 

                              Com a evolução das ferramentas de intimação via WhatsApp, e-mail institucional, DJe, citações eletrônicas por sistema de cooperação (como o JusAPPS), o oficial começa a perder sua razão de ser em áreas urbanas.

 

                              A citação por meio eletrônico é válida, desde que assegurada a autenticidade e a ciência inequívoca da parte.

 

                              Mas a verdade é que sem o oficial, a justiça perde corpo. Ele era o elo entre o mundo jurídico e o mundo real. Era quem ouvia a parte no portão, via a miséria da família, media a tensão de um despejo, registrava o medo num olhar.

 

                              A substituição por mensagens automáticas pode ser prática, mas esvazia o elemento humano da jurisdição.

 

 

A Advocacia Artesanal vs. a Advocacia Automatizada

 

Softwares de petição automática e IA já executam tarefas antes feitas por advogados iniciantes. O que resta é o campo da estratégia, da análise fíníssima e da capacidade humana de persuadir.

 

O Futuro do Direito com Alma Tradicional

 

                              Onde o advogado é insubstituível: audiências, negociação, conselhos, experiência, presença.

 

                              Num mundo cada vez mais dominado por algoritmos e inteligência artificial, o Direito precisa preservar sua alma tradicional.

 

                              O advogado permanece insubstituível quando se trata de audiências, negociações complexas, conselhos prudentes e a vivência forjada pela experiência. Sua presença humana transcende qualquer máquina, pois a justiça não é apenas cálculo — ela exige consciência, sensibilidade e ética.

 

                              O futuro do Direito, para ser justo, deve avançar com a tecnologia sem abandonar a sabedoria milenar que sustenta sua legitimidade. A toga pode até conviver com o digital, mas jamais será substituída por ele.

 

                              A justiça requer mais do que dados. Exige consciência.

 

                              O Direito Mudou, Mas o Advogado Persiste

 

                              O Direito está em mutação, mas a figura do advogado que pensa, que sente e que representa continua viva. A tradição nos ensina a preservar o essencial: o humano.

 

 

Dr. JASAF é advogado desde 2000, especialista em Direito Cível, Trabalhista e Criminal. Atua pela JASAF Consultoria e Assessoria Jurídica em SP, MG e DF. Estudioso da tradição jurídica e defensor da justiça com alma.

 

Para saber mais e acompanhar acesse: https://jasaf.jusbrasil.com.br, https://jasaf.blogspot.com

domingo, abril 06, 2025

O Que é o Islamismo? Entenda a Religião dos Muçulmanos de Forma Clara e Direta

1. O Que Significa Islamismo?

A palavra "Islã" vem do árabe "al-islām", que quer dizer submissão à vontade de Deus. E esse Deus, no Islamismo, é chamado de Alá – que, diferente do que muitos pensam, é o mesmo Deus de Abraão, o mesmo Deus adorado pelos judeus e cristãos, só que no idioma árabe.

"muçulmano" significa aquele que se submete a Deus.

2. Quem Foi Muhammad?

O profeta Muhammad (em português, erroneamente traduzido como “Maomé”) nasceu em Meca, na Arábia, por volta do ano 570 d.C. Ele era um homem simples, honesto e trabalhador. Aos 40 anos, passou a receber revelações do anjo Gabriel, que lhe transmitia as palavras de Alá. Essas revelações formaram o que hoje conhecemos como o Alcorão Sagrado (ou Qur’an).

Muhammad não criou o Islã. Ele é visto como o último dos profetas de uma longa linha, que inclui Adão, Noé, Abraão, Moisés e Jesus – todos respeitados e reverenciados pelos muçulmanos.

3. O Que os Muçulmanos Acreditam?

A base da fé islâmica está em crer em um único Deus, eterno, invisível, que não tem filhos nem igual. Além disso:

  • Acreditam que o Alcorão é a palavra direta de Deus.
  • Que Muhammad é o último profeta.
  • Que haverá um Dia do Julgamento, onde todos prestarão contas de suas ações.
  • E que a vida deve ser vivida com retidão, oração, jejum, caridade e fé.

4. Os 5 Pilares do Islã

A prática do Islamismo se sustenta em cinco fundamentos principais:

1. Chahada (Declaração de fé):

“Não há divindade além de Alá, e Muhammad é seu mensageiro”. Essa frase é o coração do Islã.

2. Salá (Orações diárias):

São 5 orações por dia, em horários fixos, voltadas para Meca. É um momento de conexão direta com Deus, sem intermediários.

3. Zakat (Caridade obrigatória):

Todo muçulmano deve ajudar os pobres e necessitados, doando parte da sua renda anual.

4. Saum (Jejum do Ramadã):

Durante o mês do Ramadã, os muçulmanos jejuam do nascer ao pôr do sol, abstendo-se de comida, bebida e prazeres mundanos, em sinal de fé e disciplina.

5. Hajj (Peregrinação à Meca):

Quem tem condições físicas e financeiras deve ir a Meca pelo menos uma vez na vida. É um rito de purificação e união com muçulmanos do mundo inteiro.

5. Hádivs e a Tradição Profética

Além do Alcorão, os muçulmanos seguem os "hadiths", que são os relatos das palavras e ações do profeta Muhammad. Eles ajudam a interpretar e aplicar os ensinamentos do Alcorão na vida diária.

6. Divisões no Islã: Sunitas e Xiitas

Depois da morte de Muhammad, houve divergência sobre quem deveria liderar a comunidade. Isso gerou duas principais correntes:

  • Sunitas – representam cerca de 85% dos muçulmanos. Acreditam que os líderes devem ser escolhidos por consenso.
  • Xiitas – acreditam que a liderança deve permanecer na linhagem direta de Muhammad, começando por Ali, seu primo e genro.

Apesar das diferenças, ambos creem nos mesmos princípios e pilares do Islã.

7. Costumes, Valores e Vida Cotidiana

O Islã não é só uma religião, mas uma forma de viver. A fé muçulmana está presente em tudo: na forma de vestir (roupas modestas), no que se come (proibido carne de porco e álcool), nas relações familiares (respeito aos pais e aos idosos) e na forma de tratar o próximo (justiça, hospitalidade e caridade).As mulheres muçulmanas, por exemplo, usam véu não como opressão, mas como sinal de fé e modéstia – algo muito mal compreendido no Ocidente.

8. O Islamismo no Brasil e no Mundo

No Brasil, há cerca de 1,5 milhão de muçulmanos, entre imigrantes e convertidos. É uma comunidade que cresce discretamente, sem imposição, com foco na espiritualidade e na convivência pacífica. No mundo, o Islã está presente da Indonésia à África, da Europa ao interior do Brasil.

Conclusão

O Islamismo é, antes de tudo, uma religião de disciplina, fé e humanidade. Longe dos estereótipos passados pela mídia, ele ensina o amor a Deus, a busca pela justiça e o respeito ao próximo.

Se você quer compreender melhor o mundo em que vive, conhecer o Islã é essencial. É uma fé milenar, com raízes profundas, praticada por quase 2 bilhões de pessoas — inclusive muitos brasileiros de coração simples, como eu e você.